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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Simplicidade e poesia maestra na música brasileira!

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Fotos tiradas em setembro de 2010, Matozinhos.
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"A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua, furando o nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
Tu pisavas os astros, distraída,
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão"

Simplicidade e poesia maestra na música brasileira!

Link para vídeo de Silvio Caldas cantando "Chão de Estrelas": http://bit.ly/dofDy9

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Caminho

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Boca-Frouxas, Tiradentes, 2007
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O Caminho

Anunciavam-lhe fausto porvir por estar no caminho certo!

Enganaram-se, o caminho é que nele estava. Sinuoso...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Outra do Drummond

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Mãos Dadas.

Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

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Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

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O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.
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Paciente da Maternidade Odete Valadares, FHEMIG, minutos antes de ser operado
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Privação do Compositor

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Músicas para um limitado compositor...



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AMOR BARATO
(Francis Hime/Chico Buarque)

Eu queria ser
Um tipo de compositor
Capaz de cantar nosso amor
Modesto
...

Vem cá, meu amor
Aguenta o teu cantador
Me esquenta porque o cobertor
É curto
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CECÍLIA
(Luíz Cláudio Ramos/Chico Buarque)

Quantos artistas
Entoam baladas
Pra suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro.

Quantos poetas
Românticos, prosas
Exaltam suas musas
Com todas as letras
Eu te murmuro
Eu te suspiro
Eu, que soletro
Teu nome no escuro.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Quadrilha - Drummond

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Museu Rodin, novembro de 2004 .
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João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Drummond

domingo, 20 de abril de 2008

Admoestação

. Escultura na frente do Forum Romano (março de 2007)
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Admoestação Melancólica

Meu caro,
Não devias prezar tanto assim o humano do ser.
Pessoas são rasas
e como tal deves tratá-las.
O interpessoal é ignóbil.
O âmago é desprovido de ornatos.
Não imputes tanta esperança...
Tamanho crédito somente à essência tua
que solitária, introspectiva deveria ser.

Cerques as expectativas.
Decerto serão magnânimas, mas sem objeto.
Não almejes amor ou razão,
virtudes ou beleza.
Anseies por nada.
Renuncies romantismo, pureza.
Invistas apenas na amizade
- Esta tábua de salvação neste mundo torpe.
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quinta-feira, 27 de março de 2008

Boca







Boca é teu nome
Cru é teu ser.
Gosto em teu som,
Lampejo e fenecer.

Teu riso explode
Alheia raiva, pranto.
Qual Sereia em canto.

Encanto de boca que crava,
Que se desobriga da palavra.
Encanto de boca de dentes.

Boca de carne,
Boca de mármore.
Beijo-macaca
Boca rol in actu.

domingo, 23 de março de 2008

As Curvas de Niemeyer na Praça da Liberdade, a Lua e os Versos do Drummond



Foto de um início de tarde triste na Praça da Liberdade.



As montanhas escondem o que é Minas


Ninguém sabe Minas


Só os mineiros sabem


E não dizem nem a si mesmos o


irrevelável segredo chamado Minas
Carlos Drummond de Andrade